quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O Julgamento


Qual foi a última vez que você julgou sem conhecer? bem, eu acabei de fazer isso..tento não fazer mais, mas as vezes fica muito evidente..tento evitar, porém nem sempre consigo, o que me deixa frustrada. O que dói mais é ver alguém me julgando..alguém que mal conheço ou alguém que já me conhece. O grau de intimidade não dá liberdade e permissão para ninguém julgar, porque se fazemos isso estamos permitindo que outra pessoa faça conosco.

As consequências do julgamento que fazemos podem ser mínimas ou alcançar um patamar bem mais psicológico que qualquer outra ação antrópica que recaia sobre nós. A sensibilidade de uma pessoa e a maneira como recebe as críticas é que determinará como ela irá interpretar o julgamento; as pessoas mais sensíveis não interpretam, elas reagem; as pessoas menos sensíveis interpretam e não se importam; as pessoas imparciais interpretam e ponderam para que a partir disso tomem uma decisão sensata (nada mais justo).

O tempo mais uma vez assume uma proporção em importância maior do que o normal para as pessoas sensíveis às críticas e aos julgamentos, porque as vezes só ele é que irá aliviar um pouco os traumas psicológicos causados por palavras ditas sem pensar, porém nada impede que nem o tempo resolva, pois a mente do ser humano ainda é algo tão complexo que as vezes nem as próprias pessoas a entendem..por isso julgam as vezes sem pensar.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

As críticas são justas? eu acho que não.


Minha relação com as críticas infelizmente nunca foi das melhores. Eu nunca escondi de ninguém que não gosto de críticas...principalmente aquelas que se dizem construtivas, isso não existe, críticas são críticas, independentemente de como a sociedade as classifica.

Ninguém gosta de saber que falhou, que errou, logo ninguém gosta de receber críticas. Eu também não gosto de elogios falsos...sei quando não mereço e também sei quando mereço, mas daí eu vou retornar naquela velha história de sinceridade..eu sou um pouco parcial quanto a isso...as pessoas precisam tomar cuidado com a maneira como dizem as coisas, pois elas podem magoar ou ferir alguém desprevenido, deixando marcas por muito tempo...

As vezes penso que a aceitação das críticas se relacione com a auto-estima. Logo, quanto mais alta a auto-estima melhor é a aceitação, pois você pensa estar '' por cima'' de tudo o que ocorre e logo nada irá te afetar, mas eu vi que não é bem assim...minha auto-estima não é nem um pouco baixa, mas mesmo assim eu não gosto de críticas, acredito que a grande maioria delas têm a função de prejudicar e não de ajudar...


Aceito apenas raras exceções de críticas, somente quando realmente percebo que estou errada e a pessoa que fez a crítica quer o meu bem...

A Música



Eu sempre fui muito ligada à música, desde a minha infância, eu sempre ouvi música..Meu avô paterno era pianista e ainda muito nova ele me ensinou a ler partituras, tocar algumas músicas e amar aquilo que seria um começo de algo que para sempre ficaria na minha vida.

Ele morreu há mais de 10 anos, mas eu prossegui meus estudos de piano, e sempre tive minhas notas "favoritas"...Praticamente todos os pianos modernos têm 88 teclas. Os pianos têm geralmente dois ou três pedais, sendo sempre o da direita o que permite que as cordas vibrem livremente, dando uma sensação de prolongamento do som. Permite executar uma técnica designada legato, como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo. Compositores como Fredérick Chopin usaram nas suas peças este pedal com bastante frequência.
O pedal esquerdo é o chamado una corda. Despoleta nos pianos de cauda um mecanismo que desvia muito ligeiramente a posição dos martelos. Isto faz com que uma nota que habitualmente é executada quando o martelo atinge em simultâneo três cordas soe mais suavemente pois o martelo atinge somente duas. O nome una corda parece assim errado, mas nos primeiros pianos, mesmo do inventor Cristofori, o desvio permitia que apenas uma corda fosse percutida. Nos pianos verticais o pedal esquerdo consegue obter um efeito semelhante ao deslocar os martelos para uma posição de descanso mais próxima das cordas.
O pedal central, chamado de sostenuto possibilita fazer vibrar livremente apenas a(s) nota(s) cujas teclas estão acionadas no momento do acionamento do pedais. As notas atacadas posteriormente não soarão livremente, interrompendo-se assim que o pianista soltar as teclas. Isso possibilita sustentar algumas notas enquanto as mãos do pianista se encontram livres para tocar outras notas, o que é muito útil ao realizar, por exemplo, passagens em baixo contínuo. O pedal sostenuto foi o último a ser incrementado ao piano. Atualmente, quase todos os pianos de cauda possuem esse tipo de pedal, enquanto entre pianos verticais ainda há muitos que não o apresentam. Muitas peças do século XX requerem o uso desse pedal. Um exemplo é "Catalogue d'Oiseaux", de Olivier Messiaen.
Em muitos pianos verticais, nos quais o pedal central de sostenuto foi abolido, há no lugar do pedal central um mecanismo de surdina, que serve apenas para abafar o som do instrumento.


Eu uso sempre o pedal da direita, pois adoro Chopin e suas músicas e o pedal, como já foi dito, auxilia na execução do legato.


Sempre adorei as músicas de Chopin, principalmente WINTER WIND, FANTASIE IMPROMPTU, POLONAISE HERÓICA (OP 53) E A MARCHA FÚNEBRE.

Chopin sempre fez e sempre fará parte da minha vida.

A sinceridade


Eu sempre tive um certo problema com isso..eu sou muito sincera com as pessoas, sempre sou eu mesma, e as vezes isso me traz algumas conseqüências que poderiam ser evitadas, mas como diz o ditado: "quem fala o que quer, ouve o que não quer". E é exatamente nisso que eu erro. Eu não gosto de ouvir tudo...é como seu eu quisesse dizer para todo mundo para ser sincero comigo, mas a quando digo isso eu na verdade estou pedindo para dizerem aquilo que quero ouvir.

Nem sempre ouvimos aquilo que queremos...as pessoas não podem advinhar o que eu quero e espero delas e nem eu posso. Eu aprecio muito as pessoas que sabem usar da ironia em suas palavras e fazer disso a sua marca registrada..a ironia quando bem usada revela uma pessoa inteligente, disposta a competir (não que as competições sejam algo bom), mas uma pessoa apta para viver no mundo sem se machucar com as coisas pequenas.

Além da ironia outra característica que as vezes as pessoas depreciam, mas eu acho interessante do ponto de vista psicológico e social é o distanciamento em algumas situações...diz uma lenda oriental que quando oferecemos algo a alguém e essa pessoa não aceita, isso volta para quem ofereceu. Esta lenda vale para presentes, ofensas e tudo mais..as vezes tentamos ficar provando algo para as pessoas, tentando ter sempre razão, mas na verdade quando fazemos isso estamos nos igualando àquela pessoa...se realmente queremos estar certos de algo (não existe isso, mas vamos lá..) devemos nos distanciar de discussões..elas levam às brigas o que não é nada bom e eu particularmente sempre evito...

A busca pela imparcialidade


Eu as vezes pareço um pouco ambiciosa...como diz meu pai, quero sempre voar mais longe do que posso...bem, vou falar o que? eu sei que ele está certo. Mas eu não vou mudar por ele e acho que jamais mudaria, pois é uma característica minha e seu perdê-la, sinto que perderei uma pequena parte de mim, que me caracteriza muito.

As vezes quero fazer tudo ao mesmo tempo...não sei se é uma ambição minha ou apenas uma das minhas infinitas faces. Eu sempre tive facilidade em me concentrar em duas, três ou quatro pessoas falando ao mesmo tempo e sempre dei atenção a todas, mas as vezes eu sinto que elas é que não prestaram atenção em mim suficientemente...Um dia, numa dessas situações, uma amiga me perguntou se eu realmente tinha entendido tudo o que ela disse, porque todo mundo estava falando ao mesmo tempo...Ora, não é porque ela não entendeu que eu não tenho que entender.

Será que todas as pessoas têm como modelo principal elas mesmas? O que está certo no meu conceito é porque eu penso assim ou porque a maioria pensa assim? isso me intriga em vários momentos...eu procuro sempre a imparcialidade, mas não vejo isso na maioria das pessoas. Falta justiça, falta exemplo, falta muito mais...

Talvez isso seja o que eu mais busco ultimamente dentro de mim, o equilíbrio de tudo, a busca pela imparcialidade, para poder olhar tudo o que ocorre a minha volta e dar uma opinião que possa representar a maioria e não somente a minha...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Spotlight on the stars


Todo mundo (ou pelo menos quase) tem um um foco, um objetivo na vida..algo que queira que se realize muito..bem, eu tenho vários focos..mas nessa noite de natal (estou escrevendo e faltam 10 minutos para o Natal) eu estou com o meu foco nas estrelas, está uma noite linda aqui em SP, uma raridade para as segundas-feiras, uma vez que aqui é comum que as noites mais belas sejam de terça-feira..mas ok, o importante é que seja bela..


As estrelas me remetem a algo angelical..puro, perfeito..algo fora do alcance do ser humano, algo muito perfeito, por isso estão tão longe...A minha maior curiosidade é em relação às Plêiades, como são belas e dentre elas está Alcion ou Alcione. Essa constelação me deixa muito curiosa..as vezes quero estar lá, no meio delas..A vantagem de nascer estrela (além de viver no céu) é que elas são o foco e não precisam ter focos..


Cada estrela tem uma história e o mais incrível é ver como que cada ser humano ''escolhe'' a sua própria estrela..Eu escolhi as plêiades..mas fico muito feliz ao saber que alguém que amo muito me atribuiu a Sírius...

Palavras e Magia


Eu me lembro que quando eu era criança, e estava começando com o inglês ainda, eu tinha algumas palavras e expressões favoritas..e uma delas era SWEET ANGEL...a palavra sweet para mim é muito significativa, porque me lembra a expressão Home Sweet Home...e realmente, o meu lar é um lugar que me transmite paz...e a paz para mim deve ser um sentimento como o açúcar..rs..atrai as pessoas (pelo menos me atrai).

Angel é porque adoro anjos, a figura do anjo..a sua pureza, nudez casta, e a proteção dos homens e seres humanos..eu acho isso tudo muito lindo..



Essa minha atração por palavras ficou ainda maior quando tomei conhecimento da obra de João Guimarães Rosa, e todo o Universo de palavras por ele criado..eu me fantasiava no meio delas, as palavras invadiam a minha mente, e Rosa passou a ser um herói para mim, alguém que construía palavras bonitas e que até então ninguém tinha criado..os seus neologismos..de todos, o que mais gosto é amormeuzinho (entenda como quiser), e também gosto da expressão antenasal de mim a palmo..ela não é linda?


As pessoas acham que essas palavras e expressões não existem, mas como não existem se eu acabo de escrevê-las? eu ou alguém inventou, não foi ? então existem...apenas não estão catalogadas em dicionários..Atualmente, há um livro, que traduz algumas palavras por ele usadas...Mas sinceramente eu não pretendo ler esse livro, pois eu sigo o que Guimarães me deixou..e em Sagarana, o próprio já disse: "As palavras têm canto e plumagem", ou seja, devemos interpretá-las como quisermos, não precisamos de dicionários.

O caso mais célebre de neologismo é o termo "nonada", palavra de abertura do romance Grande Sertão: Veredas. Significa "coisa sem importância", resulta da fusão de "non", do português arcaico, com "nada". Palavras como "alimpar" ou "percurar", por exemplo, são utilizadas pela população das regiões pesquisadas por Guimarães. Do mesmo modo, "convinhável" e "humildoso" são na realidade arcaísmos que constam de dicionários e da obra de autores mais antigos e pouco lidos, entre eles Alexandre Herculano e Fernão Lopes. Em alguns casos, Rosa simplesmente acrescentou um prefixo a palavras já existentes, como em "arreleque" (asas abertas em forma de leque) ou "circuntristeza" (tristeza circundante). Em outros casos, adicionou um sufixo. O resultado foram palavras peculiaríssimas, entre elas "suspirância" (suspiros repetidos) e "coraçãomente" (cordialmente). Rosa também fundia palavras. Cunhou "velhouco" (junção de velho e louco) e "descreviver" (fusão de descrever com viver).


Outras palavras que também têm um significado curioso são:

Taurophtongo: Neologismo dos mais eruditos concebidos por Guimarães Rosa. Quer dizer mugido, voz de touro. O escritor recorreu aos termos gregos "táuros" (touro) e "phtoggos" (som da fala).

Enxadachim: Rosa empregou o termo para designar um trabalhador do campo, que luta para sobreviver. A palavra é formada por enxada e espadachim.




bem, essas são as que mais gosto..porém há centenas delas...um mundo delas, um Universo somente delas..


Gatos e outros felinos...
A minha paixão por eles começou ainda na infância, num dia de chuva, quando uma mulher apareceu na porta da casa da minha avó com uma ninhada de gatos siameses sem dono. Meus avós não gostaram nem um pouco da idéia de ter um gato em casa..ainda mais fêmea.
Por fim, eu insisti tanto que acabaram permitindo que a felina vivesse comigo..e viveu..até o dia em que foi atropelada por um vizinho (eu quis até fazer Boletim de Ocorrência) e morreu de hemorragia interna..eu nunca chorei tanto, eu a amava muito...era muito especial para mim, até dormia no meu quarto as vezes.
O tempo passou e eu continuei com o meu amor por gatos, e no dia 6/10/1999 eu ganhei uma gata que seria a mãe do gato laranja exposto acima..eu mimava muito ela, e dedicava todo o meu tempo exclusivamente para ela...cuidei de todos os seus filhotes, e também continuei adotando gatos..principalmente os abandonados, até que cheguei ao limite em 2002 com mais de 10 gatinhos..algo muito meigo e importante para mim, mas que não agradava nem um pouco os meus pais..com o tempo alguns morreram, outros fugiram de casa..e hoje só tenho dois, o da foto e uma outra gatinha que ainda é muito jovem..

Apresentações

É difícil começar a escrever algo principalmente quando o algo é você mesmo...eu tenho sérios problemas para começar a escrever, mas depois que o assunto já está em andamento, tudo fica mais fácil, e parece que estou escrevendo a séculos, mesmo que sejam poucas linhas..

Bem, acho melhor começar agora...ops, já comecei, mas eu preciso falar de mim..

Sou apenas uma mulher (mas a palavra mulher vem carregada de tantas coisas, é quase uma palavra-chave). Desde a minha infância sempre fui muito sentimental....eu sempre peço sinceridade para as pessoas, mas na verdade o que eu espero delas é que digam o que eu estou pensando, e isso as vezes pode ser cruel, pois as pessoas dificilmente sabem o que eu estou pensando e daí surgem as primeiras decepções..eu não tive muitas até hoje, mas as que tive foram grandes o suficiente para eu aprender muito..elas me ensinam sempre a ser um ser humano mais complexo..

No começo eu achava que as decepções poderiam me ensinar a ser mais distante das pessoas..hoje eu aprendi que elas servem não para formar uma defesa e sim para que eu aprenda a me relacionar melhor da próxima vez..

O tempo ensina é mestre..acho que de todos é o mais inteligente, pois ele te ensina sem professores e sem pessoas...e ao mesmo tempo ele é professor..e também traz pessoas para a sua vida, sem você perceber isso. O tempo que vivemos é um, mas pensamos sempre (pelo menos eu penso) em ignorar o passado, afinal ele não é o tempo de HOJE, e amar o futuro, pois ele será um tempo melhor..na verdade é tudo a mesma coisa, tempo ontem, hoje e sempre, será tempo. Mas confesso que ainda prefiro o HOJE e o AMANHÃ. do ONTEM eu só tiro lições.